Oláaaa …

Hoje esse post será dedicado ao mais importante meio de transporte daqui de Luanda, a CANDONGA. Pelo menos, para a maioria da população, esse é o principal meio de locomoção pela cidade.

Pesquisei na internet sobre a origem do termo e encontrei que CANDONGA seria o ato de se comercializar produtos / serviços de forma clandestina. Mais tarde, conversando com um Angolano, ele confirmou que CANDONGA seria o ato de vender um produto ou prestar um serviço à margem da lei. E quem pratica essa ação é chamado de CANDONGUEIRO.

Ele não soube explicar a etimologia do termo mas, o nome surgiu do Kimbundu, uma língua do grupo Bantu, que faz parte da região do Kuwanza Norte.

Assim como no Brasil, temos nossos transportes “legais” (onibus, táxi particular, trem, metrõ, etc.), mas também temos os “ilegais” que seriam as “vans”, “kombis” onde as corridas são feitas sem um valor tabelado.

Como aqui em Luanda, ainda não existe um sistema público de transporte urbano, essas vans que por padrão são pintadas de azul e branco são na teoria e prática o transporte público da cidade. Nós expatriados a chamamos de CANDONGAS mas para os nativos elas são chamadas de Táxi.

Então poderíamos chamá-la de táxi coletivo pois você divide a “corrida” com mais umas 8 a 9 pessoas.

A quantidade de CANDONGAS espalhadas pela cidade é proporcional a quantidade de motos espalhadas por São Paulo, surgem que nem praga, aos montes.

Os motoristas, chamados de candongueiros, geralmente alugam o veículo e pagam aos proprietários pelo uso. A passagem, independente do destino, custa 100 kwanzas ( por volta de R$1,70).

Na época onde a quantidade de CANDONGAS era menor, os candongueiros chegavam a tirar US$ 1.000,00 POR DIA. Agora imaginem, em um mês em torno de US$ 30.000,00. Acho que virarei candongueira..

Dizem que andar de CANDONGA é andar com emoção a todo momento. No trânsito de uma cidade como Luanda então, onde as leis de trânsito não são cumpridas, imaginem só!

Outros já dizem não ser tão perigoso assim. Um dia eu “pego uma candonga” e conto como foi minha experiência com ela. Inté a próxima volta!

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